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Praias

5 piscinas naturais em Natal para conhecer na maré baixa

Água na cintura, tão transparente que dá pra ver o pé lá embaixo, peixinho passando em volta e a praia virando uma faixa fina no horizonte. É o que a maré baixa faz com os recifes potiguares.

Atualizado em 9 min de leitura
Viajante de máscara de snorkel nadando sobre os corais dos parrachos de Perobas, em Rio do Fogo, cercada de peixes listrados
Viajante de máscara de snorkel nadando sobre os corais dos parrachos de Perobas, em Rio do Fogo, cercada de peixes listrados. Foto: Noz Tour

As piscinas naturais em resumo

Quais são
Maracajaú, Rio do Fogo, Pirangi, Camurupim e Barra do Cunhaú
Quando ir
Na maré baixa, que muda o horário todo dia
Água mais rasa
Rio do Fogo, do joelho ao peito
Mais vida marinha
Maracajaú, com plataforma no mar
Passeio
Passeio em Rio do Fogo Natal

A gente já voltou a Rio do Fogo umas três ou quatro vezes, e a água ainda surpreende. Vem comigo que eu te conto onde ficam as piscinas naturais em Natal, como chegar em cada uma e qual combina com a sua viagem.

Quais são as piscinas naturais de Natal

As piscinas naturais de Natal são cinco: Rio do Fogo e Maracajaú, no norte, e os parrachos de Pirangi, a Praia de Camurupim e Barra do Cunhaú, no sul. Todas aparecem com a maré baixa.

Parrachos é como o potiguar chama os bancos de recife que a maré, quando seca, deixa rasinhos. Nos mais afastados só se chega de barco; em Camurupim e em Cunhaú, a piscina se forma pertinho da areia.

Piscina natural Região e distância Como se chega Combina com
Parrachos de Maracajaú Litoral norte, cerca de 60 km Catamarã até uma plataforma, uns 7 km mar adentro Família, snorkel e mergulho de cilindro
Parrachos de Rio do Fogo Litoral norte, cerca de 75 km Lancha até os recifes de Perobas, uns 5 km da costa Quem não nada bem e quer água rasa
Parrachos de Pirangi Litoral sul, a mais perto da capital Barco que sai da praia de Pirangi Quem tem pouco tempo
Praia de Camurupim Litoral sul, em Nísia Floresta Caminhando, perto da areia Quem faz o Passeio das Águas
Barra do Cunhaú Litoral sul, cerca de 92 km Nos arrecifes da própria praia Quem busca sossego e mangue
Confira como são as piscinas naturais de Rio do Fogo

1. Parrachos de Maracajaú

Os parrachos de Maracajaú ficam em Maxaranguape, no litoral norte, a uns 60 km da capital. O catamarã leva até uma plataforma ancorada uns 7 km mar adentro, com sombra, banheiro e bar, e é dali que todo mundo cai na água.

A profundidade média é de 3 metros, mais funda que em Rio do Fogo, e é onde mais se vê peixe e coral. Cada um recebe flutuador, e o mergulho de cilindro com instrutor é opcional, pago à parte.

Mergulhadora com cilindro nadando entre peixes sobre o fundo de areia e corais dos parrachos de Maracajaú
Mergulho de cilindro, opcional nos parrachos de Maracajaú.

No ponto de apoio, o day use inclui restaurante, piscinas e parque aquático infantil. Pra ir só com o seu grupo, existe o Maracajaú Premium+ com catamarã exclusivo, que tem piscina inflável e tobogã a bordo.

Quem prefere passar o dia sem barco tem o Beach Club em Maracajaú, só com a estrutura em terra. Tudo o que dá pra fazer na vila vai estar no nosso post sobre Maracajaú.

2. Parrachos de Rio do Fogo

No passeio em Rio do Fogo, a lancha leva aos recifes de Perobas, a uns 5 km da costa. A travessia dura uns 15 a 20 minutos e é animada, com o barco batendo nas ondas.

É a piscina mais rasa do estado: conforme a maré, a água bate do joelho ao peito. Numa das nossas idas, o Robson passeava com água na cintura, e dava pra enxergar o chão de longe.

Viajante com um drinque no abacaxi, em pé na água rasa e cheia de peixes dos parrachos de Rio do Fogo
Água rasa e peixe em volta nos parrachos de Rio do Fogo.

O snorkel já vai na lancha, e um barco de apoio vende água e drinks ali mesmo, no meio do mar. Pra mim, Rio do Fogo ganha de Maragogi com folga, e entendo quem chama o lugar de Caribe potiguar.

Quem quer entender por que Perobas e Rio do Fogo aparecem como o mesmo lugar encontra a explicação no nosso post sobre os parrachos de Perobas e Rio do Fogo.

3. Parrachos de Pirangi

Os parrachos de Pirangi ficam no litoral sul, em frente à praia de Pirangi do Norte, e são os mais próximos da capital entre as piscinas da lista. O barco sai da própria praia.

Esse passeio não faz parte do nosso catálogo, mas combina com um dia pelo sul. Do lado fica o Maior Cajueiro do Mundo, primeira grande parada do 4x4 Rota dos Nativos.

Família no deck de madeira diante do caju gigante do Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi
O Maior Cajueiro do Mundo, vizinho dos parrachos de Pirangi.

4. Piscinas da Praia de Camurupim

Em Nísia Floresta, a Praia de Camurupim ganha piscinas entre os recifes quando a maré baixa, a poucos passos da areia. Não tem barco: é entrar caminhando e ficar boiando no raso.

Camurupim é a parada de almoço e banho do Passeio das Águas, que reserva umas 3h para a praia antes da Lagoa de Arituba. No 4x4, a maré do dia decide se o almoço é na Praia das Tartarugas ou em Camurupim.

Guarda-sóis azuis na Praia de Camurupim, no litoral sul potiguar
A areia de Camurupim, parada do Passeio das Águas.

5. Piscinas de Barra do Cunhaú

Em Barra do Cunhaú, praia de Canguaretama distante cerca de 92 km da capital, os arrecifes seguram o mar e formam piscinas calmas. É ali que o Catu e o Curimataú desaguam no mar.

O passeio para Barra do Cunhaú sai às quintas no compartilhado e em qualquer dia no privativo. A volta de barco pelos manguezais, com pesca de caranguejo, é opcional. É a mais longe da lista, e a mais sossegada.

Pessoas nas piscinas naturais da Barra do Cunhaú
Piscinas calmas entre os arrecifes da Barra do Cunhaú.

Qual piscina natural escolher

A melhor piscina natural depende de quem vai: Rio do Fogo se você não sabe nadar, Maracajaú se a viagem é em família ou o sonho é ver peixe, Camurupim se o dia já é no sul e Barra do Cunhaú se a ideia é sossego.

Com um dia só, eu escolheria entre Maracajaú e Rio do Fogo, porque são os dois em que o mar é o passeio inteiro. Os dois têm quadriciclo opcional à tarde, pelas dunas e pelo rio.

Se a viagem é curta, nosso roteiro de 3 dias em Natal mostra onde o dia da piscina se encaixa. Pra comparar com buggy, lagoas e Pipa, os melhores passeios em Natal aparecem lado a lado, por perfil de viajante.

Quando ir: a maré manda

As piscinas naturais de Natal dependem da maré baixa, então a saída muda todo dia. Para Maracajaú e Rio do Fogo, a van sai de Natal entre 3h e 8h, conforme a tábua de maré do dia.

Quanto mais baixa a maré na hora do mergulho, mais rasa e clara fica a água. Nas luas cheia e nova, as marés costumam ser mais fortes, o que ajuda os passeios de parrachos.

O tempo também conta. De setembro a fevereiro chove pouco, e o sol deixa a água com cor de cartão-postal; de abril a julho chove mais, e a visibilidade varia. O guia de Natal mostra o clima de cada mês.

Quem ainda escolhe o mês pode conferir a melhor época de viajar para Natal, estação por estação.

Dentro da cidade, a Praia do Forte também forma poças rasas na maré baixa, protegidas pelos recifes. É um banho rápido pra quem faz o City Tour em Natal, que passa pelo Forte dos Reis Magos.

O que levar e como se comportar nos parrachos

Para as piscinas naturais, leve roupa de banho por baixo, toalha, protetor solar aplicado antes de sair, boné e uma muda de roupa seca. Máscara e snorkel já estão incluídos nos nossos passeios de barco.

  • Recife: não pise, não toque e não leve pedaço de coral pra casa. Os parrachos do litoral norte ficam numa área de proteção ambiental.
  • Peixes: nada de dar comida. Isso muda o comportamento deles e prejudica o recife.
  • Pés: sapatilha de água ajuda nas piscinas de pedra, como as de Camurupim.
  • Celular: capa à prova d’água com cordinha.
  • Enjoo: a lancha de Rio do Fogo é rápida, e quem costuma enjoar em barco deve se prevenir antes de embarcar.
  • Madrugada: um casaco leve faz diferença na saída antes do sol nascer.

Pra montar o resto da viagem, nosso guia sobre o que fazer em Natal junta buggy, lagoas e Pipa. E o post da Praia de Ponta Negra mostra a região de onde saem quase todos os passeios.

Leia também As 12 melhores praias de Natal (RN): guia com mapa

Bora conhecer as piscinas naturais de Natal?

Plataforma no meio do mar, água na cintura em Perobas ou banho de pedra a poucos passos da areia. As piscinas naturais em Natal têm um jeito pra cada viajante, e todas pedem a mesma coisa: maré baixa.

Por isso, o primeiro passo é cruzar as suas datas com a tábua de maré e reservar a manhã em que a piscina vai estar mais rasa. Quadriciclo e mergulho de cilindro, se você quiser, entram na mesma reserva.

Chama a nossa equipe no WhatsApp e a gente organiza tudo certinho, do horário da van ao opcional da tarde. Os outros passeios em Natal ficam reunidos na página do destino.

Simbora?

O que mais saber sobre piscinas naturais em Natal

Onde tem piscina natural em Natal?

Dentro da cidade, na Praia do Forte, quando a maré baixa. As mais procuradas ficam fora, Rio do Fogo e Maracajaú, ao norte, e Pirangi, Camurupim e Barra do Cunhaú, ao sul, todas a menos de 100 km.

Qual a melhor piscina natural de Natal?

Não existe uma resposta só, porque cada uma entrega uma experiência. Pra água rasa e transparente, eu fico com Rio do Fogo; pra ver mais vida marinha com estrutura no mar, Maracajaú. Pela praticidade, Camurupim dispensa barco.

Qual é melhor, Maracajaú ou Rio do Fogo?

Depende do seu jeito no mar. Rio do Fogo tem água mais rasa, boa pra quem não nada ou leva criança pequena. Maracajaú tem plataforma com sombra e banheiro, mais peixe e o mergulho de cilindro. Se der, faça os dois.

Qual a melhor época para visitar o Rio do Fogo?

De setembro a fevereiro, quando chove menos em Natal e o sol realça a cor da água. Mais importante que o mês é o dia. Escolha uma manhã de maré bem baixa, de preferência perto da lua cheia ou nova.

Vale a pena visitar Maracajaú?

Vale, principalmente pra quem quer snorkel com muito peixe e viaja em família. A plataforma no mar dá apoio, o flutuador deixa todo mundo à vontade e o day use completa o dia com piscinas e restaurante.

Monique e Robson, do @nozviajando

Cofundadora da Noz Tour e do @nozviajando. Desde 2021 viaja pelo Brasil e pela América do Sul e hoje cuida dos roteiros que a Noz Tour opera em Natal e em outros destinos.

@nozviajando YouTube

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