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Barreira do Inferno: como visitar a base de foguetes de Natal

Falésias avermelhadas, réplicas de foguete apontando pro céu e uma base militar que lança missões desde os anos 60. Tudo isso fica a poucos minutos de Ponta Negra, logo no começo da estrada para o litoral sul.

Atualizado em 7 min de leitura
Grupo de braços abertos na caminhonete 4x4 parada ao pé de uma duna alta, no roteiro do litoral sul que começa pela Barreira do Inferno
Grupo de braços abertos na caminhonete 4x4 parada ao pé de uma duna alta, no roteiro do litoral sul que começa pela Barreira do Inferno. Foto: Noz Tour

Barreira do Inferno em resumo

O que é
Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), da FAB
Visitação
Museu com réplicas de foguetes, das 8h30 às 15h30
Nos passeios
Parada de cerca de 15 minutos
Passeio
Passeio das Águas Natal
Onde fica
Parnamirim, na Rota do Sol, a cerca de 7 km de Ponta Negra

A Barreira do Inferno é a primeira parada de dois dos nossos passeios, e o nome sempre rende pergunta dentro do carro. Aqui eu explico o que é, de onde vem o nome, como visitar e o que dá pra emendar no mesmo dia.

O que é a Barreira do Inferno?

A Barreira do Inferno é o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), base de foguetes da Força Aérea Brasileira em Parnamirim, na região metropolitana de Natal. Foi pioneira no continente: nenhuma base de foguetes na América do Sul é mais antiga.

Ela fica à beira da Rota do Sol, a estrada que liga Natal às praias do sul. Por isso aparece logo no início dos roteiros que seguem para o cajueiro, as lagoas e as piscinas naturais.

Portaria do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, com cobertura curva, jardim e coqueiros, em Parnamirim
A entrada do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim. Foto: flickr.paulohenrique.net, via Wikimedia Commons (licença CC BY 2.0).

A escolha do lugar tem lógica: a proximidade com a Linha do Equador e o mar aberto à frente ajudam no lançamento e no acompanhamento dos foguetes. Hoje, o centro é o mais antigo dos dois que o Brasil mantém; o outro fica em Alcântara, no Maranhão.

Por que se chama Barreira do Inferno?

O nome vem das falésias avermelhadas do trecho. Quando o sol batia nelas, quem olhava do mar via um paredão que parecia pegar fogo, e o apelido de Barreira do Inferno pegou.

Apesar do nome bravo, o cenário é dos mais bonitos da saída de Natal. Esse mesmo tom de terra vermelha continua pelas falésias de Cotovelo e de Pirangi, já no litoral sul de Natal.

Família abraçada no alto de uma falésia de terra vermelha, com o mar azul e o céu com nuvens ao fundo
A terra vermelha das falésias do litoral potiguar.

História: do primeiro foguete aos lançamentos de hoje

O CLBI foi inaugurado em 12 de outubro de 1965, e o primeiro lançamento aconteceu dois meses depois, em 15 de dezembro, com um foguete de sondagem Nike Apache, usado em pesquisa científica.

Desde então, saíram dali centenas de foguetes, dos pequenos meteorológicos aos de vários estágios. Além de lançar, a base rastreia veículos espaciais, coleta dados das cargas e forma técnicos e militares.

A base continua em atividade. Operações recentes, como a Operação Potiguar, retomaram os lançamentos suborbitais e os testes de plataformas de microgravidade, o que mantém a Barreira no noticiário até hoje.

Como visitar a Barreira do Inferno?

A Barreira do Inferno abre para visitas guiadas, com museu, réplicas de foguetes e um acervo de fotos sobre a história da base. Pelas informações divulgadas, a visitação vai das 8h30 às 15h30, com fechamento nas segundas à tarde e em alguns feriados.

Prédio branco do museu da Barreira do Inferno, com desenhos em azul e preto na fachada e calçada de pedra na frente
O prédio do museu da Barreira do Inferno. Foto: Rafael Vianna Croffi, via Wikimedia Commons (licença CC BY 2.0).

Como é área militar, regras e horários podem mudar sem aviso. Se a ideia é ir por conta própria e fazer a visita completa, vale ligar antes e confirmar se precisa de agendamento e de documento com foto.

Nos nossos passeios, a parada é de cerca de 15 minutos, no começo do dia, para conhecer o espaço e fazer as fotos com os foguetes.

Como chegar à Barreira do Inferno?

A Barreira do Inferno fica na Rota do Sol, no sentido de Pirangi, a cerca de 7 km de Ponta Negra. De carro ou aplicativo, são uns 10 a 15 minutos, dependendo do trânsito.

Pra quem não está de carro, o mais prático é deixar a Barreira dentro de um passeio pelo sul. O transporte busca no hotel, para na base logo cedo e segue viagem pelas praias.

Passeios que passam pela Barreira do Inferno

Dois passeios da Noz Tour começam pela Barreira do Inferno: o Passeio das Águas e o 4x4 Rota dos Nativos. A diferença está no ritmo do dia e no tipo de veículo.

Passeio O que vem depois da Barreira Para quem combina
Passeio das Águas Cajueiro, mirante em Tabatinga, piscinas de Camurupim e Lagoa de Arituba Quem viaja com criança ou prefere um dia sem off-road, de van
4x4 Rota dos Nativos Cajueiro, dunas, Lagoa de Alcaçuz, Lagoa do Carcará, praia e Dunas de Búzios Turma que gosta de off-road e não liga pra dia longo

O Passeio das Águas dura cerca de 8 horas, sai todos os dias e pode ser compartilhado ou privativo. O almoço e o banho ficam na Praia de Camurupim, com cerca de 3 horas para aproveitar.

Já o 4x4 Rota dos Nativos ocupa cerca de 10 horas, com esquibunda incluída nas dunas. O fim de tarde é nas Dunas de Búzios, com pôr do sol se o céu colaborar. Os dois aparecem bem colocados na nossa lista de melhores passeios em Natal.

O que tem perto da Barreira do Inferno?

Logo depois da base vêm a Praia de Cotovelo, a primeira do litoral sul, e Pirangi, a praia do Maior Cajueiro do Mundo. Os três cabem numa manhã tranquila.

O cajueiro engana: parece um bosque, só que é uma árvore só. Cada galho que desce até o solo vira raiz e faz nascer um pedaço novo da copa. Na saída, uma feirinha vende biquíni, saída de praia e lembrancinha.

Família sorrindo no deck de madeira diante do caju gigante pendurado no Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi
O caju gigante do Maior Cajueiro do Mundo, em Pirangi.

Mais ao sul ficam Búzios, Tabatinga, com o Mirante dos Golfinhos, e Camurupim, com piscinas naturais na maré baixa. Pra comparar as piscinas do sul e do norte, tem um post só sobre piscinas naturais em Natal.

Leia também O que fazer em Natal sem ser praia: Dunas, lagoas, história e cultura

Bora conhecer a Barreira do Inferno?

Falésia que parece pegar fogo, foguetes de verdade e o litoral sul inteiro pela frente. A Barreira do Inferno abre o dia de um jeito diferente, antes do cajueiro, das lagoas e do mar.

Pra um dia leve, o Passeio das Águas. Pra dunas e esquibunda, o 4x4. Entradas e almoço não estão incluídos em nenhum dos dois, e a sequência pode mudar com a maré.

Chama a gente no WhatsApp com a data da viagem, e a gente organiza tudo certinho, inclusive qual dos dois passeios faz mais sentido pra vocês.

Quer ver mais opções? Todos os nossos passeios em Natal ficam numa página só, e quem ainda está montando a viagem encontra ideias em o que fazer em Natal.

Simbora?

O que mais saber sobre a Barreira do Inferno

Pode visitar a Barreira do Inferno?

Sim. A base recebe visitas guiadas ao museu, com réplicas de foguetes e fotos da história do centro. Por ser área militar, confirme horário e regras de acesso antes de ir por conta própria.

Onde é que fica a Barreira do Inferno?

Fica em Parnamirim, na Rota do Sol, a cerca de 7 km de Ponta Negra. É o caminho natural de quem vai para Cotovelo, Pirangi e o resto do litoral sul.

O que tem na Barreira do Inferno?

Tem o museu com réplicas de foguetes, fotos e a história dos lançamentos, além da vista das falésias vermelhas. Nos passeios, é uma parada rápida, de cerca de 15 minutos.

Qual é o horário de funcionamento da Barreira do Inferno?

Pelas informações divulgadas, a visitação vai das 8h30 às 15h30, com pausa nas segundas à tarde e em alguns feriados. Como os horários de uma base militar podem mudar, vale confirmar antes.

Qual é a história da Barreira do Inferno?

O centro foi inaugurado em 1965 e lançou seu primeiro foguete, um Nike Apache, em dezembro daquele ano. Foi pioneira na América do Sul e continua operando.

Monique e Robson, do @nozviajando

Cofundadora da Noz Tour e do @nozviajando. Desde 2021 viaja pelo Brasil e pela América do Sul e hoje cuida dos roteiros que a Noz Tour opera em Natal e em outros destinos.

@nozviajando YouTube

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